O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na segunda-feira, 13, a suspensão de cinco processos abertos a partir da Operação Lava Jato, que têm como base provas apresentadas por delatores da Odebrecht. A decisão do ministro atendeu a pedidos do ex-senador Edison Lobão (MDB-MA), em uma ação penal que inclui também seus filhos Márcio e Marta Lobão, do advogado Rodrigo Tacla Durán, o ex-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva e o empresário Jorge Theodocio Atherino da Silva.
Ricardo Lewandowski estendeu aos beneficiários da decisão um entendimento aplicado por ele em benefício do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em setembro de 2021, no qual o ministro considerou nulas as provas apresentadas contra o petista a partir do acordo de leniência da empreiteira baiana. Ao declarar o material como imprestável, Lewandowski lembrou que os arquivos chegaram a ser transportados em sacolas de supermercado por procuradores da Lava Jato, “sem qualquer cuidado quanto à sua adequada preservação”.
Antes de suspender as ações penais contra os Lobão, Tacla Durán, Pinheiro da Silva e Atherino, Ricardo Lewandowski já havia estendido a decisão aplicada a Lula quanto às provas da Odebrecht e derrubado processos contra políticos como o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), o deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ), o ex-ministro Paulo Bernardo (PT) e o ex-presidente da Fiesp Paulo Skaf e o empresário Walter Faria, da Cervejaria Petrópolis.
