A paridade salarial é a medida mais importante para a promoção de igualdade de gênero no trabalho, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira, 8, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O documento ouviu executivas e executivos de empresas do setor e, segundo 43% dos entrevistados, a paridade salarial foi citada como a primeira ou a segunda ação mais importante para a igualdade de gênero no trabalho.

Nessa quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que irá enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para garantir o pagamento pelo empregador de salários iguais para homens e mulheres que exercem a mesma função. “Fizemos a questão de colocar a palavra ‘obrigatoriedade’ (na lei). Se trabalha na mesma função, com a mesma competência, a mulher tem o direito de ganhar o mesmo salário”, afirmou o presidente durante uma série de medidas focadas para as mulheres, em alusão ao Dia Internacional da Mulher.

Além da paridade salarial, o levantamento da CNI mostrou como medidas necessárias a criação de programas que estimulem a ocupação de cargos de chefia por mulheres (26%), políticas para proibir a discriminação de gênero (25%) e programas de qualificação de mulheres para desenvolvimento profissional (25%).

Segundo o estudo, o principal entrave à implementação de programas de igualdade, é o preconceito, citado por 21% dos entrevistados. A cultura machista aparece em segundo lugar (17%).

Desequilíbrio

Segundo um relatório sobre paridade de gênero do Fórum Econômico Mundial, a previsão é que a igualdade de gênero no mercado de trabalho só será alcançada em 135,6 anos. Ainda segundo o estudo, quando se trata de mulheres em posições de liderança, a situação é ainda mais alarmante, uma vez que, se considerarmos a paridade financeira e o ritmo atual dos avanços na área, só existirá igualdade entre os gêneros em 267,6 anos.

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