A nova gestão da Petrobras já definiu que promoverá mudanças nas suas políticas de preços de combustíveis e de divisão de dividendos aos acionistas, mas o martelo será batido quanto aos novos modelos depois de uma série de discussões internas na empresa que serão feitas a partir de maio deste ano, segundo informou nesta quinta-feira o presidente da petroleira, Jean Paul Prates

O prazo leva em conta a posse da nova diretoria da empresa e também do novo Conselho de Administração.

Os indicados do governo para o comando da petroleira ainda precisam ter seus nomes referendados na Assembleia Geral Ordinária da empresa marcada para 27 de abril. 

A partir daí, a Petrobras dará início ao trabalho de definir novas propostas para as políticas de distribuição de dividendos e também a formação dos preços de combustíveis no mercado interno. 

Prates afirmou que o chamado PPI, que é a paridade de preços de importação, não será mais a única referência para a formação de preços. Segundo o presidente, questões operacionais e de mercado serão levadas em conta. O PPI, disse Prates, deixará de ser um “dogma” na empresa. 

“A Petrobras vai perseguir o melhor preço para ela, para o acionista e para o consumidor. O que não pode é a Petrobras ficar obrigada a cobrar o preço do seu concorrente, por meio da paridade de importação”, disse. 

Prates também explicou que a política atual de dividendos será modificada porque ela gera distorções, como a distribuição recorde de dividendos no momento em que a empresa precisa ampliar os seus investimentos em operação. 

Segundo o executivo, a petroleira buscará uma fórmula que permita alguma flexibilidade na escolha de onde aportar os recursos que seriam destinados para dividendos. 

Essa nova regra ainda não está definida, mas qualquer mudança precisará passar pelo Conselho e pelo crivo dos acionistas.

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