Nesta quinta-feira, 23, diversos dados econômicos dos Estados Unidos foram divulgados e dão sinais sobre o que esperar da maior economia do mundo. A segunda leitura do PIB anualizado foi revisado para baixo, de 2,9% para 2,7% no último trimestre do ano. Já os pedidos de seguro-desemprego caíram, mostrando resiliência do mercado de trabalho e indicando continuidade no ciclo de juros altos.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego diminuíram em 3.000, para 192.000, com ajuste sazonal, na semana encerrada em 18 de fevereiro, informou o Departamento do Trabalho na quinta-feira. O resultado veio abaixo da expectativa do mercado, que era de 200 mil, de acordo com previsões compiladas pela agência Reuters. Os pedidos de auxílio-desemprego estão consistentemente abaixo do esperado, apesar da onda de demissões no setor de tecnologia.
O pouco efeito dos lay-offs do mercado de trabalho é um dos pontos de atenção do FED, o banco central americano. “Vários participantes observaram que reduções recentes na força de trabalho de algumas grandes empresas de tecnologia seguiram aumentos muito maiores nos anos anteriores e julgaram que essas reduções não pareciam para refletir a fraqueza generalizada na demanda por mão de obra”, afirma a ata do FOMC, divulgada na quarta-feira. Desde março do ano passado, o BC americano vem elevando as taxas de juros, passando de quase zero para a faixa atual de 4,50% a 4,75%. A resiliência mostrada pelo mercado de trabalho traz como expectativa a continuidade nos ajustes de juros.
Enquanto isso, a revisão do PIB na segunda leitura mostra o aumento mais lento do que na primeira divulgação pode sinalizar que a série de aumentos dos juros têm impacto maior que o estimado anteriormente.
