Estudante de Medicina, Juarez Soares sabe que ainda tem um longo caminho pela frente. Mas já dá seu recado como rei de bateria da Acadêmicos de Niterói. Ele quer abrir as porteiras para que outros homens realizem o sonho de serem reis onde as mulheres predominam. Em seu desfile na noite desta sexta-feira, 17, no Rio, Juarez – com fantasia bastante comportada, diga-se de passagem – sambou, acenou, fez selfies, distribuiu tchauzinhos e mostrou que pode representar seus ritmistas com samba no pé. Aos 37 anos, ele quer mais. “Da mesma forma que existia resistência sobre as mulheres ritmistas, e hoje isso avançou, é o que acontece com os homens musos. Carnaval não tem que ser dividido por sexo”, diz.
