A coluna conversou com os responsáveis pelos principais camarotes da Sapucaí para saber o que está sendo feito para se evitar vazamento de som interno dos espaços VIPs para a Avenida. Nos últimos carnavais, muitas pessoas reclamaram que a música dos shows privados (de sertanejo a funk) invadiu e atrapalhou o espetáculo das baterias de escolas de samba.
No Rio Praia, o relações públicas Alan Victor explica que esta foi uma preocupação do projeto de 2023. “Para acústica estão sendo feitas mudanças estruturais, fechamentos e alteração na posição do palco, onde acontecem os shows”, diz. No Mar, o diretor geral Alan Carvalho diz que esse problema já foi resolvido desde a última edição. “Temos quatro vidros temperados para segurar o som, uma estrutura que a gente consegue manter no final do camarote com as portas abertas e o som não sai para a avenida. No ano passado a gente já não teve esse problema e hoje somos referência para outros camarotes”, garante.
Barulhento pelos shows concorridos que ocorrem internamente, o N1 repensou o local onde fica seu palco. A CEO Ju Ferraz diz que foram instalados materiais apropriados para o correto tratamento acústico do espaço. “Também estabelecemos com os artistas contratados uma regra sobre o limite máximo de decibéis permitidos. E tudo isso será testado e auditado por um engenheiro de som para garantir que as medidas adotadas sejam eficientes”, afirma. Também no Camisa 10, o show mudou de lugar. “As atrações acontecerão na parte superior do local, evitando que o som se reverbere e vá para a pista”, diz o relações públicas Vinicius Belo.
Alguns espaços, na certeza de que não terão problemas com o show principal – as escolas de samba – adotam há alguns anos uma postura mais segura. “Em respeito ao samba da Avenida, os shows só acontecem nos intervalos das escolas para nunca conflitar. O nosso público é fiel aos desfiles, sempre tivemos esse compromisso”, diz Eugenia Maia, assessora do camarote Arara na Avenida. Um dos espaços mais criticados pelo vazamento de som, o Nosso Camarote garante que não teve problema nas edições anteriores. Ainda assim, a promoter Carol Sampaio afirma: “Melhoramos nosso protocolo, com paredes reforçadas de material à prova de som, para que o espetáculo da Avenida continue sendo o grande destaque da noite”.
