Enquanto Lula viaja rumo aos Estados Unidos, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, vai se reunir logo mais, às 13h, com o senador bolsonarista Carlos Viana, que afirmou ao Radar que faria uma “visita de cortesia”.

No ano passado, o parlamentar foi candidato ao governo de Minas Gerais pelo PL, com o apoio tímido do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas migrou para o Podemos na semana passada, depois de apoiar a candidatura derrotada de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado.

No dia da eleição vencida por Rodrigo Pacheco, Viana criticou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, por suspender “todos os direitos dos juízes” no caso das prisões das centenas de suspeitos de participarem dos atos golpistas do dia 8 de janeiro.

Eleito em 2018 na onda bolsonarista, derrotando a ex-presidente Dilma Rousseff, ele foi vice-líder do governo Bolsonaro no Senado e foi para o PL depois de passar pelo PSD e pelo MDB.

Em entrevista à Rádio Itatiaia neste domingo, ele disse ter se sentido “abandonado e traído” por Bolsonaro na campanha do ano passado, quando o ex-presidente acabou apoiando e sendo apoiado pelo governador Romeu Zema (Novo), reeleito no primeiro turno. Mas disse que o aliado “continua sendo um grande líder de direita” e defendeu seu governo.

Além da agenda com Viana, Alckmin também receberá na tarde desta quinta o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a secretária de Competitividade e Regulação do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Andrea Macera, o senador Laércio Oliveira (PP-SE) e o deputado federal José Rocha (União Brasil-BA). Os dois parlamentares também apoiaram a reeleição de Bolsonaro no ano passado.

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