Em meio à guerra deflagrada por Lula contra a independência do Banco Central, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, defendeu na noite desta quarta-feira a autonomia da autarquia, lembrando que a mudança no seu status foi aprovado pelas duas Casas do Congresso e sancionada, em 2021 — pelo então presidente Jair Bolsonaro.

“Depois houve uma discussão de constitucionalidade no Supremo Tribunal Federal, e eu cuidei inclusive de defender a constitucionalidade, também em memoriais aos ministros do Supremo”, lembrou Pacheco.

O senador disse considerar a autonomia um avanço “que afasta critérios políticos de algo que tem um aspecto técnico muito forte, que é o Banco Central”.

E defendeu a criação de pontes entre Lula e Roberto Campos Neto, atual presidente do BC que foi indicado por Bolsonaro e tem mandato até o fim de 2024.

“Então vamos buscar cuidar das questões do país e enfrentar os problemas dentro dessa realidade que existe, dessa autonomia do Banco Central, e buscar criar as pontes necessárias entre as pessoas envolvidas para que a gente possa ter um propósito comum bem sucedido. É isso que eu acredito”, comentou.

“O presidente do Banco Central é um homem preparado, de muito bom trato. O presidente Lula está realmente muito determinado a enfrentar o problema de fome, de miséria, de fome, de conferir estabilidade ao Brasil. Então são todos homens de boa intenção, e quando homens de boa intenção se reúnem, os problemas se resolvem”, concluiu Pacheco.

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