O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, atendeu a um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República nesta sexta-feira, 3, e abriu um inquérito contra a deputada federal Carla Zambelli por porte ilegal de arma de fogo.

O caso diz respeito ao episódio em que Zambelli perseguiu e apontou sua arma para um homem, o jornalista Luan Araújo, em uma rua de São Paulo, em outubro, na véspera das eleições. Ela foi denunciada pela PGR na semana passada. O processo corre sob sigilo na Corte. Pelo trâmite usual, agora a deputada terá um prazo para se manifestar.

Após a abertura do inquérito, a decisão a respeito de um eventual recebimento da denúncia será tomada pelo plenário do Supremo, em data a ser definida.

Por determinação de Gilmar Mendes, Zambelli entregou uma pistola à Polícia Federal no fim do ano passado. Depois, no início de janeiro, a PF realizou uma operação de busca e apreensão em endereços da deputada e aprendeu mais três armas.

Um segurança de Zambelli chegou a ser preso pela Polícia Civil, mas libertado após pagamento de fiança. Ele é o autor do disparo de arma de fogo no momento da confusão.

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