“Fatores imprevisíveis, não controláveis, e a sua situação econômico-financeira atual tornaram imprescindível recorrer à proteção judicial para implementar nova etapa de sua reestruturação e garantir a preservação da empresa, enquanto grande geradora de empregos e renda”. Assim justifica a Oi o seu novo pedido de reestruturação de dívidas, abrindo caminho para um novo pedido de recuperação judicial. A empresa afirma que, “apesar do inquestionável sucesso” do primeiro processo, a estrutura de capital da companhia continua insustentável e revela endividamento de, aproximadamente, 29 bilhões de reais apenas em dívidas financeiras. A decisão é tomada apenas dois meses depois de a empresa ter encerrado o último processo de recuperação judicial.

A empresa tem dívidas de curtíssimo prazo na casa dos 600 milhões de reais, fato que motivou o pedido de reestruturação. Alguns analistas discordam do “inquestionável sucesso” da primeira operação. “Um pedido para segunda recuperação apenas 60 dias depois da saída da primeira, que durou quase 6 anos, demostra a fraqueza no processo de restruturação da Oi”, escrevem os analistas da Genial Investimentos. Por volta das 10h30, os papéis da companhia ainda estavam em leilão na bolsa de valores. O mecanismo entra em ação quando uma volatilidade muito intensa é identificada, e retira a empresa momentaneamente do pregão do dia.

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