Em seu discurso antes da votação para a escolha da presidência do Senado, Rogério Marinho (PL-RN) prometeu unificar o país e repudiou os atos golpistas ocorridos em Brasília no último dia 8 e pediu punição aos envolvidos.

O candidato bolsonarista ao comando da Casa disse que a sociedade não deve aceitar conviver com “atos de radicalismo e barbárie” como os vistos nas invasões às sedes dos três poderes. O ex-ministro de Jair Bolsonaro repudiou a intolerância política, tanto da esquerda quanto da direita, mas não mencionou que os atos do início do mês foram perpetrados por militantes de extrema-deita.

“Não podemos conviver e aceitar o radicalismo e a barbárie que foram perpetradas contra a própria democracia através de atos de violência e de depredação do patrimônio público e privado de quaisquer dos espectros ideológicos do campo politico, tanto da direita quanto da esquerda. Atos assim precisam ser fortemente repudiados e aqueles que forem identificados sejam punidos pelo Judiciário com o devido processo legal”, disse.

Assim como seu rival Pacheco, ele defendeu que “o país precisa de pacificação”. O candidato bolsonarista, contudo, defendeu a chamada “inviolabilidade do mandato parlamentar” e afirmou que decisões sobre a cassação de mandatos devem se restringir aos conselhos de ética da Câmara e do Senado, numa crítica velada a decisões recentes do STF contra deputados que incitaram golpe de estado ou agressões a ministros em suas redes. 

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