Valdemar Costa Neto se reuniu nesta quarta com Arthur Lira para tentar costurar um caminho que não afaste o partido, que tem a maior bancada da Câmara, do grupo majoritário que reinará por mais dois anos na Casa, caso a provável reeleição de Lira seja consumada.

É que uma ala do PL, a mais bolsonarista, decidiu comprar briga com Lira para tentar pressionar pelo comando da CCJ. A ala moderada do partido de Jair Bolsonaro já entendeu que não terá como cobrar tal cargo sem negociar, mas, como o partido está dividido, a chance de a sigla lançar um deputado contra Lira é grande.

A ala bolsonarista, por uma dessas ironias da política, segue o entendimento da esquerda mais raiz, que também não seguirá o PT e outras siglas de esquerda que apoiarão Lira.

No quadro atual, Lira deve disputar a reeleição contra nomes independentes, sem apoio partidário, mas que servirão de depósito de votos aos deputados que não desejam votar em Lira. No PL, quem deseja sair, segundo aliados de Costa Neto, é o deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança.

Diante da rebelião, Costa Neto vai editar um ato para tentar enquadrar a bancada: quem se lançar candidato contra a orientação partidária será… expulso. A briga vai ser boa.

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