Com reunião marcada para 16 de fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) terá um primeiro grande tema para debater. A pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os representantes do governo no CMN, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, deverão solicitar uma mudança no teto da meta de inflação para 2023. A taxa a ser perseguida pelo Banco Central este ano é de 3,25%. A possibilidade de alteração agrada ao presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, que acena com bons olhos para um aumento em torno de 0,25 ponto percentual no índice atual. Assim, o objetivo é fazer com que o BC volte a ficar dentro da taxa de inflação esperada pela primeira vez durante sua autonomia, além de abrir espaço para um eventual corte da taxa de juros, algo visto como primordial para Lula. O problema, no entanto, é o possível impacto desta medida para o bolso do consumidor.