Repórter da TV Globo de 2000 a 2021, Veruska Donato entrou com processo contra a emissora por assédio moral, alegando que desenvolveu síndrome de burnout na tentativa de enquadrar no padrão de beleza imposto pela empresa. O processo pode render 13 milhões de reais, caso a emissora seja condenada. A jornalista, que já estava prestes a completar 50 anos, alega que era cobrada por rugas e flacidez da pele.

Por causa da série de pressões estéticas e cobranças por produtividade no trabalho, Veruska desenvolveu burnout, caracterizada por sintomas de estresse e esgotamento físico ligados ao excesso de trabalho. Ela saiu de licença médica após ter “incapacidade para o trabalho” comprovada pelo INSS e, depois de 77 dias fora, foi demitida ao voltar ao trabalho. Além disso, Veruska pede reconhecimento do vínculo empregatício do período entre 2001 e 2019, tempo em que foi contratada como pessoa jurídica e não pelo regime de CLT.  Procurada pela coluna, até o momento a emissora não se pronunciou sobre o caso. Atualmente, Veruska faz palestras sobre a profissão.