Deslocado no Podemos, o senador Eduardo Girão tornou-se uma figura incômoda no partido ao servir de satélite para a manutenção de pautas bolsonaristas de confronto institucional no Senado.

A relação com os colegas de bancada ficou ainda pior depois do “conjunto da obra” de Girão na eleição do Senado. Ele apoiou Rogério Marinho, que prometia, caso eleito, colocar o Senado para pressionar e constranger ministros do STF, num evidente terceiro turno golpista das eleições de 2022.

Nesta semana, Girão avisou ao Podemos que irá mesmo deixar o partido por incompatibilidade de pensamentos e propostas. Não vai se tornar oficialmente bolsonarista num PL da vida, mas vai para algo próximo, o Novo. Será o único senador do partido.