Regina Duarte e Cassia Kis se tornaram as artistas que mais defendem Jair Bolsonaro nos últimos tempos, replicando informações falsas sobre o mandato do ex-presidente e até do atual governo, de Luiz Inácio Lula da Silva, a fim de descredibilizá-lo. Entretanto, Regina, que já foi secretária de Cultura de Bolsonaro, prefere ampliar sua defesa ao disseminar fake news pelas redes sociais. Só no Instagram, são quase 3 milhões de seguidores expostos a postagens aleatórias que elogiam o antigo chefe de Estado e até uma em particular que prega desinformação a respeito dos índios ianomâmis que estão sofrendo desnutrição. “A infância desamparada dos ianomâmis, uma gente criada à base de mandioca, feijão, verduras e peixe”, diz uma recente publicação da atriz. Na realidade, o povo parou de receber assistência conforme a ascensão do garimpo ilegal na região de Roraima, que abriga a maior reserva indígena.
A estratégia de Regina, que já foi considerada namoradinha do Brasil por seus papéis de mocinha em novelas da Globo, de amplificar sua ideologia é a maior diferença das atitudes de Cássia Kis, que prefere manter seu apoio apenas nos corredores da Globo, onde grava Travessia, atual novela das 9, ou via aplicativos de mensagens privada a amigos próximos ou a quem da imprensa tente falar com ela. A postura mais discreta da intérprete de Cidália no folhetim mantém, por enquanto, somente este distanciamento entre as duas artistas, mas ambas não se limitam a propagar boatos criados por bolsonaristas.
