As eleições para a presidência do Senado, marcadas para a próxima quarta-feira, 1º de fevereiro, têm movimentado as trocas de partido de senadores no início deste ano. Ao contrário dos deputados eleitos, esses parlamentares podem mudar de legenda sem perderem os seus mandatos por serem considerados cargos majoritários.

Os holofotes estão voltados para os partidos dos dois principais candidatos da disputa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que tenta a reeleição, e Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro de Jair Bolsonaro. O PL começaria a legislatura com a maior bancada no Senado (14), mas já teve que dividir o posto com o PSD, de Gilberto Kassab, antes mesmo de começar a legislatura.

Nos últimos dias, o PSD anunciou a filiação da senadora Mara Gabrilli (SP), que estava no PSDB, e de Eliziane Gama (MA), ex-Cidadania. Com isso, o partido de Kassab agora tem a maior bancada, empatado com o PL.

Além disso, há um detalhe na matemática que é mais uma vantagem para o PSD: o senador Marcos Rogério (PL-RO) está afastado do cargo por motivos pessoais e, se não voltar na quarta-feira, será um desfalque nas contas do partido do Marinho. Para piorar, seu suplente é Samuel Araújo, que é do PSD. Ou seja, na ausência de Marcos Rogério, o PSD se isola na frente como maior bancada, com 15 senadores, contra 13 do PL.

Para não depender do senador bolsonarista, Kassab ainda estaria buscando filiar Jayme Campos (União Brasil-MT). Com isso, mesmo se Marcos Rogério voltasse, o PSD ainda venceria por 15 a 14.

Tudo isso facilitaria a reeleição de Rodrigo Pacheco. Em tese, o atual presidente está liderando a corrida pela presidência, uma vez que conta com os apoios, além do PSD, de PT, MDB, PDT, PSB, Rede e Cidadania. Já Marinho está com o bloco formado por PL, PP e Republicanos. Por fora corre Eduardo Girão (Podemos-CE). No entanto, vale lembrar que a votação no Senado é secreta, o que abre margem para traições e surpresas.

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