Nikolas Ferreira usou a tribuna da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 8, para mostrar o que veio fazer em Brasília: ter um comportamento delinquente.

Ou seja, em vez de propor projetos para Minas Gerais e entrar nas questões nacionais defendendo o interesse dos eleitores mineiros, que ele representa, o deputado federal mais votado do Brasil resolveu fazer o uso indevido da imunidade parlamentar.

Mas por que não dizer também criminoso, não é?

O país não pode mais ser conivente com quem usa a imunidade parlamentar para isso. E vimos bem o que ele fez: colocou uma peruca e cometeu crime de transfobia. Simples assim.

Ele aproveitou toda a estrutura da representação pública para cometer o crime e ofender grupos de brasileiros.

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A imunidade serve para proteger a função parlamentar, apenas. Não para espalhar veneno pela sociedade. Ele quer ter um comportamento escandaloso para chamar a atenção.

Conseguiu!

O presidente da Câmara, Arthur Lira, fez muito bem em criticar o ato do novo deputado.

“O Plenário da Câmara dos Deputados não é palco para exibicionismo e muito menos discursos preconceituosos. Não admitirei o desrespeito contra ninguém. O deputado Nikolas Ferreira merece minha reprimenda pública por sua atitude no dia de hoje”.

A questão é: não podemos banalizar ou normalizar esse comportamento bizarro. Sabemos bem onde isso vai acabar. Ou não?

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