A Petrobras anunciou nesta quarta-feira, 8, que trocou mais um dos oito nomes indicados pelo ministério de Minas e Energia ao conselho de administração da empresa. O empresário Carlos Eduardo Turchetto pediu para sair por motivos pessoais, e a estatal indicou o ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica, Efrain Pereira da Cruz, para o seu lugar. Para alguns analistas, há motivação política por trás do movimento. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já avisou que o governo não tem maioria no Congresso para aprovar as suas pautas, sobretudo aquelas que demandam mudanças na constituição, e que vai precisar ceder e negociar para aprovar matérias como a nova âncora fiscal do país e a reforma tributária.

A leitura é que Pereira da Cruz teria melhores relações com o chamado “centrão”. “O fato é que o empresário era muito mais associado ao PT, ao passo que Efrain tem muito mais relações com o centrão. Avalio que não seja coincidência a troca após o aviso de Lira que não há base para votação de reformas”, afirma Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos.

A Petrobras já havia anunciado uma outra troca nos indicados ao conselho no último dia 1°. O engenheiro Wagner Granja Victer foi substituído pelo economista Bruno Moretti, secretário especial de análise governamental da presidência da República.

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