Após assinar a Medida Provisória que estabelece o Bolsa Família, Lula anunciou o começo do pagamento do benefício para 20 de março. O presidente descartou a fala oficial e improvisou um discurso, principalmente, sobre economia.
“Se o Governo Federal não investir dinheiro como indutor do crescimento, nada vai acontecer”, disse o presidente.
“A Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, BNB, o Basa, o BNDES, pode ter certeza que vão voltar a investir dinheiro para gerar emprego, gerar desenvolvimento e gerar a distribuição de renda efetiva para esse país”, acrescentou.
O presidente criticou o repasse da Petrobras aos acionistas e mencionou o balanço divulgado nesta semana. Para o presidente, a estatal não investiu com uma contrapartida condizente ao lucro líquido recorde de mais de 188 bilhões de reais, em 2022.
“O pré-sal era para que a gente tivesse um passaporte para o futuro do nosso povo e que a gente exportasse derivado de petróleo e não exportar óleo cru, como nós estamos exportando”.
Sobre o Bolsa Família, além de destacar a importância econômica da transferência de renda, Lula declarou que não quer intermediários entre políticos e beneficiários. O programa deve ser, na visão do presidente, uma ponte direta entre a Caixa e os assistidos pela política pública. Ele também reforçou a necessidade de fiscalização.
“O programa só dará certo se o Cadastro [Único] permitir que o benefício chegue exatamente às mulheres, aos homens e às crianças que precisam desse dinheiro”, disse. “Se tiver alguém que não mereça, esse alguém não vai receber. O programa é só para as pessoas que estão em condição de pobreza”.
