Alexandre de Moraes manteve preso o ex-ministro da Justiça e fiel escudeiro de Jair Bolsonaro. Fez ele muito bem em não soltar o golpista.

Enquanto a defesa de Anderson Torres claramente vive em negacionismo, o magistrado acerta – mais uma vez – em golpear o extremismo de direita.

São gravíssimas as acusações e fortíssimos os indícios contra o ex-ministro, que é parte desse movimento que ressurgiu no Brasil.

Para além da omissão nos atos terroristas de 8 de janeiro – o que já é quase imperdoável – o país precisa saber por completo a identidade dos envolvidos na chamada “minuta do golpe”.

Encontrado na casa de Anderson Torres, o documento tem potencial para dar a nós, brasileiros e brasileiras, uma compreensão maior do que é o bolsonarismo.

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É preciso lembrar que Jair Bolsonaro muitas vezes era descrito por aliados como alguém impulsivo nas palavras, mas incapaz de cumprir suas ameaças.

Ocorre que o ex-presidente passou a sua vida política defendendo o golpe, a violência contra a democracia, a tomada de poder pelas Forças Armadas.

O que a minuta defendia?

Justamente o que o ex-presidente queria. Usar os militares para tomar uma corte superior, anular a eleição que ele perdeu e, por que não dizer, a sua perpetuação no poder.

Só o inquérito dirá se houve a participação de Bolsonaro. Por esse ponto de vista, a manutenção de Anderson Torres na cadeia é salutar. Imprescindível.

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