O tapa dado por Will Smith em Chris Rock no palco do Oscar de 2022 reverberou apenas na vida do astro de Hollywood — que acabou banido da cerimônia por uma década — como também afetou a imagem da maior premiação de cinema. A agressão inédita deixou os convidados presentes e telespectadores escandalizados, e o choque se repercutiu por meses nas redes sociais. A fim de evitar um novo escândalo, a organização do evento instituiu para a próxima edição, que acontecerá em 12 de março, uma equipe de crise para lidar com acontecimentos inesperados. O presidente-executivo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, Bill Kramer, afirmou que o time testou muitos cenários para estar preparado para qualquer ocorrência.
“Por causa do ano passado, abrimos nossas mentes para as muitas coisas que podem acontecer no Oscar. Temos toda uma equipe de crise, algo que nunca tivemos antes, e muitos planos em andamento”, declarou Kramer à revista Time. Essa equipe poderá se reunir rapidamente e fornecer uma resposta em tempo real. Ele exemplificou com a velocidade da resposta do Oscar sobre a polêmica em relação à indicação de Andrea Riseborough ao prêmio de melhor atriz, suspeita de falcatrua. “Isso aconteceu em uma terça-feira e, seis dias depois, pudemos emitir a declaração formal do conselho, o que realmente traçou um plano para nós”, explicou Kramer. O CEO da Academia também destacou a importância de ter o comediante Jimmy Kimmel como apresentador na próxima edição. Segundo Kramer, é positivo que seja alguém acostumado a lidar com a TV ao vivo, para responder a “surpresas potenciais” com rapidez.
Desde o fiasco de 2022, a presidente da Academia, Janet Yang, vêm afirmando que a resposta da organização foi lenta e inadequada. No almoço anual dos indicados ao Oscar no início de fevereiro, ela disse que acabaram aprendendo a ser “totalmente transparente e responsável em nossas ações”.
