Entrou água no chope do Carnaval do PT. Vice-presidente nacional da legenda, o deputado federal Washington Quaquá, anfitrião do camarote até este quinta, 16, mais disputado entre os politicos de Brasília, está agora diante de uma rebelião de aliados. Depois de aparecer em foto ao lado do deputado federal Eduardo Pazuello (PL), ex-ministro da Saúde do então presidente Jair Bolsonaro, e de ser criticado por Gleisi Hofffman, a presidente de seu partido, Quaquá agora é alvo de um abaixo assinado de petistas repudiando tanto a foto, quanto os elogios que fez a Pazuello.

Petistas pedem que o ex-prefeito de Maricá, que receberá políticos no camarote Favela, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, seja expulso do partido, depois de investigado pela Comissão de Ética. A demonstração de afeto a Pazuello foi vista como “indignidade inaceitável” por integrantes do PT.  Quaquá recebeu também críticas do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), e reagiu atacando a gestão do ex-aliado.

Abaixo, o texto de petistas:

“No dia 14 de fevereiro de 2023, o PT ganhou um presente de grego nos seus 43 anos de existência, do vice-presidente nacional do PT e deputado federal Washington Quaquá. Foi uma postagem em suas redes sociais com uma foto de carinho e confraternização com o deputado Eduardo Pazuello, ofendendo o coração ético/ideológico/político do nosso partido, uma indignidade inaceitável.

Pazuello foi o ministro da Saúde de Bolsonaro que dificultou a aquisição de vacinas e o processo de imunização da população brasileira; que comprou e estimulou o uso de cloroquina; que atrasou o envio de oxigênio para Amazonas. Ele é, ao lado de Bolsonaro, um dos principais responsáveis pelas mortes de milhares de brasileiros pela covid 19. Lula pediu cadeia para Pazuello por tudo que o militar bolsonarista fez contra a vida dos brasileiros na pandemia.

Pazuello, como ministro da Saúde, é responsável direto pela situação dos Yanomamis. Pazuello é um general da reserva defensor da ditadura civil-militar, das torturas e mortes do regime autoritário instalado no Brasil entre 1964 e 1985.

Anistiar bolsonaristas convictos não é criar pontes, é perder qualquer noção de luta de classes, de identidade ideológica e política. É desprezar a história do PT, os lutadores e lutadoras de ontem e hoje.

Pedimos a abertura de comissão de ética para a expulsão do dirigente e deputado Quaquá”.

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