Depois de ver o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subir o tom contra a privatização da Eletrobras, aprovada pelo Congresso em 2021, o CEO da distribuidora de energia elétrica, Wilson Ferreira Júnior, classificou como “triste” as falas do chefe do Executivo. Questionado pelo Radar Econômico se há necessidade de diálogo com representantes do novo governo para explicar como se deu o processo de desestatização da companhia, ele relembrou que o hoje ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, era senador durante o processo. “Não há necessidade de explicar. O ministro era senador e apoiou o projeto”, afirmou Ferreira Jr.

Lula afirmou nas últimas semanas que “foi feito uma bandidagem para que o governo não volte a adquirir a maioria na Eletrobras” e que a União entrará na Justiça para rever “esse contrato leonino contra o governo”. Ferreira Jr lamentou a postura do petista. “Muito tristes as falas dele [Lula]. O processo foi aprovado pelo Congresso e fiscalizado pelo TCU. Atraiu-se investimentos de mais de 32 bilhões de reais, uma boa parte de investidores internacionais. Mais de 370 mil trabalhadores pelo FGTS”, afirmou o CEO da companhia. Uma reversão ao processo de privatização da empresa é vista como improvável e passaria a imagem para o resto do mundo de um país que não respeita acordos firmados e transitados.

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