O presidente francês, Emmanuel Macron, disse neste sábado que está junto com Lula na tentativa de encontrar uma solução pacífica para o conflito armado iniciado em fevereiro do ano passado na Ucrânia. A declaração ocorreu após o chefe de Estado brasileiro dizer que conversou com Joe Biden sobre a “necessidade de criarmos um grupo para trabalhar pela paz e o fim da guerra no mundo”. 

O diálogo ocorreu nas redes sociais, e em poucas palavras, é notável um posicionamento diferente sobre os termos em que esse acordo de paz poderia ocorrer. Lula defende a ideia de que países que não estão na guerra possam mediar o fim do conflito. Já Macron, fez referência a uma visita de Volodymyr Zelensky à França. Em conversa entre os presidentes, o líder ucraniano teria se comprometido a um plano com dez passos que leve ao cessar fogo. 

Outro personagem citado na conversa de Macron com Lula é o chanceler alemão Olaf Scholz. Em visita recente ao Brasil, Scholz ouviu que o país não pretende ceder munições para o confronto. A reunião ocorreu uma semana depois que a Alemanha enviou tanques Leopard 2 à Ucrânia. Em 22 de janeiro, inclusive, tanto o governo alemão quanto o francês prometeram mais apoio bélico ao conflito. 

A medida foi criticada pelo presidente da Croácia, Zoran Milanović, Ele afirmou que o envio de tanques prolongaria a guerra e acreditar que a Rússia possa ser derrotada em um conflito armado “é loucura”. Integrante da União Européia, a Croácia fez parte da Iugoslávia, um Estado comunista, mas nunca fez parte da União Soviética. 

Ao que tudo indica, o confronto prestes a completar um ano está longe de acabar. Lula deve ir à China em março e quer apresentar seu plano de paz ao presidente da China Xi Jinping, que não participaria de forma direta da guerra na visão do governo Lula. Em abril, o chanceler russo Sergey Lavrov deve vir ao Brasil.

Peace was at the heart of our discussions in Paris during the historical visit of President Zelensky, with Chancellor Scholz. Ukraine has shown real courage by initiating this conversation with its 10 points Peace plan. Let’s continue together on that basis @LulaOficial.

— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) February 11, 2023

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